O próximo exemplo que eu peço que você escreva num papel, num bloco de notas, que você precisa se julgar, é a sua linguagem corporal. Existem pessoas que se utilizam da sua linguagem corporal de maneira inconsciente, automática, reativa, de uma maneira mais expansiva, por exemplo. Tem pessoas até que a gente, não sei se você conhece alguém assim, que é tão expansiva e que mexe tanto pessoas até que a gente, não sei se você conhece alguém assim, que é tão expansiva e que mexe tanto as mãos que as pessoas falam nossa, você é parente de italiano? Então, olha só que interessante. Esse exemplo que eu acabei de dar. A pessoa se mexe tanto, se move tanto que ela está comunicando algo. Como, por exemplo, as pessoas fazerem essa brincadeira, essa metáfora de que ela parece italiana. Talvez você conheça alguém que você já até falou, nossa, aquela pessoa parece italiana, porque ela fala com a mão. Isso é o quê? É um julgamento. Nós estamos julgando as pessoas e as pessoas estão nos julgando. Então, nesse momento, escreva o que a sua linguagem corporal está falando a seu respeito. Seja a movimentação das mãos, seja a movimentação da cadeira, a pessoa que não para de se mexer, por exemplo. Existem outras questões também interessantes como qual a forma que você anda. Eu conheço pessoas ao longo da minha vida que as pessoas diziam para ela, nossa, você anda parecendo um pombo. E a pessoa nem percebia que ela andava daquele jeito e estava comunicando alguma coisa. Olha que interessante, a forma com que ela caminhava, a forma com que ela andava e posicionava o seu tórax e toda a sua musculatura enquanto ela andava estava comunicando alguma coisa. Isso significa que ela era um pombo ou se achava um pombo? Não, necessariamente. Pode ser que a pessoa era a pessoa mais humilde, a menos soberba que existia dentro da empresa, mas a linguagem corporal dela estava comunicando alguma coisa. Essa pessoa que fala com as mãos, talvez ela não seja uma pessoa tão expansiva, talvez ela passe uma imagem ali de ser uma pessoa entrona, talvez ela passe de ser uma pessoa muito estabanada, mas talvez ela não seja. Agora, o que a linguagem corporal dela, pura e exclusivamente, de maneira isolada, está comunicando. Então, exemplos, né? Como eu falei, essa questão do braço. Pode ser uma pessoa que não se movimenta. Pode ser uma pessoa que está sempre fechada assim, ela está sempre no cantinho. Nossa, aquela pessoa é muito tímida. Será que a sua linguagem corporal passa para as pessoas que você é muito fechado? Será que você está sempre assim? Será que a sua linguagem corporal, sua expressão facial diz que você é bravo? Eu já ouvi muita gente falar pra mim assim, nossa Thay, quando eu te conheci, antes de conversar com você, eu achava que você era uma pessoa muito séria, uma pessoa muito brava. E eu falava, caramba, nossa. E a gente não está se enxergando. Eu falei, nossa, será que eu fico com a cara muito fechada? Será que eu fico com os braços assim? E eu comecei a me reparar e comecei então a ajustar aquilo. Por quê? Porque eu não queria passar a impressão de que eu era uma pessoa brava antes das pessoas terem a oportunidade de conversar comigo. Mas, de novo, a gente tem que partir do quê? Da pergunta. Qual é a mensagem, qual o adjetivo que eu estou passando para as pessoas através da minha linguagem corporal. Seja da minha movimentação das mãos, seja através da movimentação do meu tronco, seja a questão de como eu ando, de como eu sento, da minha expressão facial, o que eu estou passando para as pessoas. Eu sou uma pessoa que toda hora eu fico me auto-acariciando, me pacificando, talvez eu passe para as pessoas que eu sou uma pessoa muito ansiosa muito nervosa, eu sou uma pessoa que estou sempre roendo as unhas, eu estou sempre brincando com algum objeto, talvez eu passe ansiedade estresse, nervosismo para as pessoas o que a minha linguagem corporal está comunicando a meu respeito, esse é o próximo exercício e eu conto com você até a próxima aula