O primeiro princípio, então, é a empatia. O que de forma prática eu posso fazer para ser mais empático com a pessoa que está se comunicando comigo? Como que eu posso ter uma escuta ativa e empática com a pessoa? A primeira coisa é a respiração. A respiração está totalmente atrelada à tal da presença que nós falamos. E para ter uma escuta ativa, então, eu preciso estar plenamente presente. Então, antes de você responder alguém, respire profundamente. Então, ao invés de responder de forma reativa, sempre já esperar a primeira oportunidade para você falar, para você colocar a sua opinião, ouça. oportunidade para você falar, para você colocar sua opinião, ouça e então quando chegar a sua vez, você respire profundamente e então você responda, tá? Aí eu trago a minha resposta. Isso é importante para que você consiga se organizar fisiologicamente, que os seus hormônios se organizem, para que não haja essa tal reatividade, que muitas das vezes acaba gerando ofensas, discordâncias, desconforto em muitos diálogos, em muitas pessoas, justamente porque a pessoa é muito reativa, ela nem prestou atenção direito no que estava acontecendo e ela já reagiu, já respondeu. Então, quando eu paro para refletir a respeito do que não é falado. Então, às vezes ela está verbalizando algo, utilizando palavras, mas ela está utilizando um tom de voz que muda um pouco aquilo que ela está dizendo e a linguagem corporal dela está extremamente desconfortável, apesar das palavras serem positivas. Então, compreender e se atentar para além daquilo que está sendo falado é algo que vai te levar para um outro nível de escuta. Prestar atenção no que está sendo falado, no verbalizado, na escolha das palavras, mas também prestar atenção na linguagem não verbal. O próximo ponto é a mente livre de julgamentos. Então, todas as vezes que nós dialogamos, conversamos com alguém, a gente naturalmente tem as nossas opiniões. Isso não é um problema necessariamente. Eu posso ter a minha opinião, eu posso ser uma pessoa muito firme nas minhas posições, mas eu também preciso dar espaço para que a pessoa possa compartilhar as visões dela, as opiniões dela. Então, essa mente que não traz um julgamento inicial, de primeira, mas que permite que a pessoa possa se expressar, e eu, então, tenho a minha oportunidade de também me expressar, naturalmente. E não o caminho do ringue, não o caminho da busca por ter sempre a razão na situação. Isso te levará para uma conversa, um diálogo mais empático, a partir de uma escuta ativa. O próximo ponto é de tempo ao tempo da conversa. Às vezes a gente entra num diálogo com pressa de sair, né? A tendência é que a gente acabe passando por cima da outra pessoa, que a gente faça com que a pessoa queira falar mais rápido do que eu de fato, seja o tempo dela de se expressar, de verbalizar. Às vezes a pessoa pode ser mais prolixa e explicar algo mais de uma vez em falas seguidas. Então, é importante a gente dar tempo a outra pessoa, dar tempo à conversa, um tempo suficiente para que a pessoa possa se expressar e para que eu possa me expressar da maneira que for mais conveniente, mais interessante. Às vezes a nossa ansiedade acaba tirando a nossa possibilidade de um diálogo empático, de uma escutativa, porque nós estamos ansiosos para dar uma resposta ou para chegar na conclusão. Onde você quer chegar? Aquela pessoa que fala, onde você quer chegar com isso? Então, a gente precisa se acalmar, literalmente se acalmar e dar tempo ao tempo da conversa. E o último ponto para uma comunicação mais empática é criar um ambiente de segurança. Isso começa no não interromper a outra pessoa. Quando eu dou a oportunidade para que a outra pessoa possa, então, se expressar. Sem que eu vá interrompendo ela a cada minuto, a cada segundo, ou tentando completar a fala dela, isso tende a fazer com que a outra pessoa se sinta, às vezes, diminuída, às vezes, inferiorizada, ou de que ela não tem espaço, de fato, para se expressar. Se eu sempre estou numa posição de interrompê-la ou de estar na razão, às vezes a outra pessoa vai se sentir desmotivada a falar. Porque como é adiantar eu falar se eu estou sendo julgado o tempo todo, se eu nunca estou certo? eu falar se eu estou sendo julgado o tempo todo, se eu nunca estou certo, né? Sendo que, se a gente está buscando um diálogo empático, eu preciso dar essa segurança para outra pessoa de que ela pode se expressar com tranquilidade. Então, essa é a forma que a gente pode utilizar, são técnicas muito simples para que a gente possa ter uma comunicação mais empática me utilizando da escutativa.