E as pessoas que vivem em função da opinião alheia? Isso também é um grande problema. As pessoas que se importam mais com a opinião dos outros do que com a sua própria opinião, em geral, elas têm várias questões emocionais a serem trabalhadas, como, por exemplo, a insegurança. Ela não consegue acreditar na própria capacidade de julgamento ou de tomar decisões que sejam importantes, talvez, e boas para a sua própria carreira, como, por exemplo, não mudo de emprego porque o que vão pensar sobre mim? Nossa, mas vão achar que eu sou uma pessoa que fico pouco tempo na empresa porque eu estou pensando em sair para uma nova oportunidade que eu recebi. Calma, é muito natural e a grande maioria das pessoas está nesse extremo, viver em função do que os outros pensam, antes de colocar a sua própria visão, de acreditar na sua capacidade de tomada de decisão, de escolha, medo de julgamento, medo do que as pessoas vão dizer, medo do que as pessoas vão pensar, então vamos lá, existe um equilíbrio que precisa ser construído, que é entender sim o que as pessoas pensam a respeito, mas pensar e tomar decisões mais relacionadas àquilo que você está construindo do que o que os outros vão pensar sobre você. as pessoas pensarem bem sobre mim, não é isso é uma questão, o que a gente está falando sobre construção de marca é as pessoas serem direcionadas a receberem sinais daquilo que eu quero que elas relacionem na cabeça quando elas pensarem a meu respeito então é a emissão intencional de sinais eu não vou mudar a cabeça das pessoas eu não vou agradar a todas as pessoas pessoas muito bem sucedidas são criticadas. Existe hater, gente, pra todo mundo. Todo mundo bem sucedido, tem alguém que vai falar mal a respeito dessa pessoa, e tá tudo bem. Nós nunca iremos agradar a todos, e não deve ser a nossa intenção, o nosso desejo, agradar a todos. Não é este o ponto da construção de marca, se por um acaso você compreendeu isso de alguma maneira. Então, pensar e entender o que as pessoas pensam a meu respeito é eu conseguir entender quais são os principais sinais que eu tenho emitido e o que eu posso fazer de maneira intencional. Agora, viver em função da opinião alheia, me moldar a tudo tudo que as pessoas dizem e me impedir, me criar barreiras ou abandonar projetos, ideias ou atitudes que vão pensar sobre mim? Nossa, porque se eu me posicionar numa determinada situação, nossa, minha família vai ficar muito chateada, nossa, vão ficar irados, nossa, tal pessoa vai ficar muito irada comigo, peraí, peraí, peraí, peraí. Qual é o ganho e o benefício daquilo que você vai fazer frente a pessoa ficar chateada e entristecida com você você precisa entender que você tem uma vida que é tua, uma construção de marca que é sua, uma reputação que é sua, uma carreira que é sua e a gente tem que ponderar e muito bom a gente saber que talvez uma pessoa vai pensar algo, uma pessoa vai ficar chateada enfim, um grupo de pessoas vai ficar entristecido, irado, etc. É bom ter consciência, nós precisamos ter consciência, mas nós não podemos nos mover pela opinião das outras pessoas. É muito natural as pessoas terem medo, e o medo de travar elas. E aí a pessoa entra, então, numa zona de conforto que não é confortável, numa zona angustiante, a pessoa está morrendo aos poucos por estar tentando agradar os outros, ter que Quais são os ganhos se eu não quero estar lá? Nós precisamos ponderar e colocar tudo isso numa balança. E ao colocar numa balança, eu vou verificar o que tem mais peso. Sim, nós somos seres sociáveis. Sim, nós temos até certo ponto que nos preocupar com o que as pessoas pensam ao nosso respeito, principalmente no ambiente de trabalho, no que a gente vai fazer em relação à nossa marca, à nossa reputação. Mas nós precisamos nos colocar na balança. A gente, sim, em alguns momentos, vai ter que se flexibilizar e talvez fazer algumas coisas pela imagem que nós queremos causar, pela reputação que nós queremos gerar, teremos que fazer isso. Teremos que entender quais são os preconceitos, os estereótipos na cabeça das pessoas e trabalhar estrategicamente em cima da realidade dura que existe. Sim, nós precisamos ter consciência delas, mas não necessariamente nós precisamos nos mover 100% por elas. Nós precisamos ter consciência delas mas não necessariamente nós precisamos nos mover 100% por elas nós precisamos ter consciência colocar uma balança, mas priorizar aquilo que a gente acredita que é o melhor aquilo que nós entendemos que é o melhor para nós não estou falando de prejudicar ninguém, mas no sentido de eu entender o que vai fazer bem para a minha imagem, para a minha carreira e tudo mais, mesmo que isso tenha que deixar algumas pessoas chateadas, ou algumas pessoas que vão falar a respeito, nossa, porque essa pessoa não para emprego nenhum, peraí, mas se eu entendo que eu estou crescendo, que eu tenho uma boa motivação para isso, eu entendo que é o melhor, eu vou mudar de emprego, eu vou sair desse relacionamento, eu vou mudar de cidade, eu vou ter um posicionamento, eu vou dizer não. Muita gente tem dificuldade de dizer não por se importar tanto com a opinião alheia. Ela não consegue dizer não quando ela deveria dizer não, quando ela precisaria dizer não, quando ela quer dizer não e ela fica dizendo sim, pela opinião dos outros, ela vai colher, se ela diz sim para tudo por conta da opinião dos outros, a grande questão é que a gente vai colher aquilo que nós estamos plantando, se eu não me posicionar, se eu não disser não quando eu preciso dizer não, e ficar firme naquilo, e eu disser sim quando eu preciso dizer sim, quando eu entendo que eu preciso dizer sim, e eu simplesmente estou fazendo as coisas para agradar as pessoas, eu vou colher isso. E na maioria das vezes, essa colheita não é legal. Não é bacana. Os resultados disso não é legal, não é bacana. Os resultados disso não é positivo. Por quê? Porque eu vou me afastando da minha essência. Eu vou me afastando de quem eu sou e eu vou me moldando a trajetória, a história e o que os outros querem que eu seja. Eu me perco completamente de mim quando eu me coloco na posição de ligar tanto para a opinião dos outros, da qual eu já não tenho mais opinião. Eu já não respeito mais a minha opinião. E esse é o grande problema, quando eu não respeito mais a minha opinião. Eu sobreponho a minha opinião com a opinião das outras pessoas. E eu vou colher coisas horríveis a médio e longo prazo. Talvez no curto prazo eu não veja as consequências tão drásticas disso, mas no médio e longo prazo, ah, eu quero fazer uma transição de carreira, mas o que vão pensar a meu respeito? Espera aí, se planeja. É algo que você quer? É algo que você entende que faz sentido? Você entende a raiz dessa sua decisão? Você não está feliz? É com a empresa? É com a sua decisão? Você não está feliz? É com a empresa? É com a sua liderança? Ou é de fato com a carreira que você está? E você quer uma nova carreira? Entenda, faça perguntas pra você e tente responder essas perguntas. Boas perguntas trazem boas respostas. Agora, deixar de fazer algo pelo medo? O medo é algo biológico e que a gente sem dúvida não deve evitar. O medo é o que nos permite não nos machucar ou fazer coisas drásticas. O medo faz parte da nossa existência humana, mas ele não pode fazer com que a gente fique travado numa inércia absurda de simplesmente ir vivendo aquilo que vão trazendo até mim. Eu preciso me posicionar, eu preciso ter atitudes e nem sempre essas atitudes vão agradar as pessoas e tá tudo bem, muitas delas lá na frente vão entender, talvez elas vão perceber que elas estavam com uma visão tão limitada tão limitada e quando elas verem os resultados elas vão te aplaudir elas vão te apoiar, falar nossa caramba, eu acreditei em você lá no começo, não, não acreditou não, não, não acreditou não, e tá tudo bem que não acreditou, por quê? Porque os resultados vieram, e quem está usufruindo desses resultados? Você, não é a pessoa, então eu realmente espero que eu tenha conseguido trazer aqui alguns argumentos, algumas falas que possam te provocar, te fazer refletir a respeito de se importar sim com a opinião das pessoas, pero no mucho, né? Com um certo limite. Existe um limite. Assim como eu tenho que ouvir e filtrar as coisas negativas com a minha identidade, eu também tenho que pegar a opinião das outras pessoas e filtrar com os meus desejos, com os meus julgamentos, com a minha opinião. A minha opinião precisa estar numa balança em relação à opinião das outras pessoas. Eu preciso filtrar, porque sim, pode vir muita sabedoria na multidão de conselhos à sabedoria. Então, pode existir sabedoria na opinião das outras pessoas, mas eu não posso tratar como uma opinião fechada. Tudo bem? Então, mais uma reflexão super importante aqui pra nós. Falamos a respeito de um extremo onde eu não ligo nada zero pra opinião das outras pessoas e quando eu ligo demais pra opinião das outras pessoas e ignoro a minha própria opinião sobre algo me impedindo de viver talvez coisas incríveis, me arriscar fracassar também, falhar mas coisas que eu realmente precisava viver, e a gente se vê na nossa próxima aula