Pronto, agora nós temos então os 10 motivadores ordenados. Isso de maneira geral, olhando para a nossa vida, o que realmente nos importa, quando nós olhamos, nossa, será que isso aqui importa mais, esse motivador me motiva mais, me acelera mais, me dá mais energia do que esse outro? Então beleza, temos uma ordenação geral. A segunda etapa dessa atividade é nós olharmos para contextos e situações específicos. E nisso eu vou trazer alguns exemplos pessoais, tá? Vamos lá. Vamos supor que hoje você receba uma oportunidade de emprego extremamente interessante. Olhe para a sua motivação, registre ela de alguma maneira, se você estiver numa ferramenta digital, faça uma cópia e deixe ela guardadinha. Se você está num ambiente físico, tire uma foto, porque agora provavelmente você mudará essa ordenação. Quando você, então, está diante de uma oportunidade de emprego diferente, tente pensar, trabalho numa empresa X e eu recebo a oportunidade de uma empresa Y. Tente pensar exatamente em qual empresa. O que que te fará aceitar ou declinar? Quais são as suas motivações? Eu até consigo lembrar de uma situação específica e eu recomendo, incentivo você a lembrar de situações que você vivenciou exatamente nesse contexto de mudança de emprego, por exemplo, caso você tenha trabalhado em mais de uma empresa, né? Então, qual foi a principal motivação? Qual foi a secundária? Qual foi a terciária? No meu caso, eu estive numa determinada empresa onde eu estava muito bem posicionada, já num cargo muito alto, com muita liberdade, tomando muitas decisões, um status muito bom, as pessoas me admiravam, eu tinha bom relacionamento com as pessoas com quem eu trabalhava, estava muito alinhada ao meu propósito de vida, ao meu objetivo, eu me sentia realizada fazendo o que eu fazia, tá? E aí eu recebi, então, uma oportunidade de emprego. Naquela situação de forma específica, olha só que interessante, nós fizemos uma ordenação geral da nossa vida. Agora nós vamos fazer uma ordenação específica para esse contexto. Naquele momento de vida que eu estava, Eu recebi uma oportunidade de emprego E quando eu comecei a avaliar os meus motivadores Isso de maneira inconsciente, tá? Algumas coisas inconscientes, mas a grande maioria é inconsciente A gente só passa a ter consciência quando a gente é exposto a um conteúdo como esse aqui, né? Agora a gente consegue olhar em retrospecto e ter muita clareza do que de fato nos motivou Naquele momento, a nova oportunidade, ela estava muito atrelada ao meu propósito, tinha um status extremamente alto, até mais alto do que o trabalho que eu estava, em termos de status. Eu não tinha relacionamento ainda com aquelas pessoas, que eu ainda não conheciaamento ainda com aquelas pessoas, que eu ainda não conhecia, né? Eu ainda não trabalhava naquela empresa. Existia uma aceitação muito forte pelo nome que eu já tinha construído. Existia um poder muito forte, eu tô falando justamente dos motivadores, existia um poder muito grande de influência sobre os acontecimentos, pelo menos essa era a proposta, né? Depois que a gente entra em alguns cargos, a gente percebe que a gente não tem tanto poder quanto disseram que a gente teria. Existia muita liberdade e independência para tomadas de decisão em relação às minhas responsabilidades, etc. Existiam regras e políticas suficientes ali para a minha necessidade, tem pessoas que precisam demais, eu preciso de ambientes um pouco mais flexíveis, não tão rígidos, não tão burocráticos. Essa, pelo menos, era naquele momento o meu desejo. Então, eu falei um pouquinho dos motivadores que, sim, aquela nova oportunidade me mostrava. Mas olha que interessante, eu aceitei sair de uma posição muito boa, que vários motivadores estavam muito bem intrínsecos e extrínsecos, já estavam muito bem sanados, mas existia uma outra oportunidade que sanava também muitos motivadores. Só que existia um motivador, um principal motivador, que pra mim foi o decisor, pra eu tomar aquela decisão de deixar aquele emprego e ir para uma nova oportunidade, que foi a maestria. Eu me sentia extremamente desafiada. Quando me mostraram aquela oportunidade, eu falava, meu Deus do céu, eu não vou mencionar nomes, tá? Mas eu lembro que quando eu recebi aquela oportunidade, eu lembro que eu virei pra minha mãe, liguei pra ela e falei assim mãe, em muito tempo eu não me sinto tão desafiada em muito tempo eu não me sinto perto do que eu estou vendo e dessa pessoa específica que eu estou sendo convidada há muito tempo eu não me sentia tão lenta comparado com aquela pessoa. Olha que loucura, olha que legal, né? Então, naquele momento, o desafio para mim era tão interessante, e eu acreditava que eu tanto ia conseguir atender as expectativas, quanto aprender e me desenvolver. Então existia um ambiente propício e um desafio propício para que eu me desenvolvesse, mas que eu também pudesse agregar muito valor com tudo que eu já sabia. Esse foi o grande motivador. Eu olhei para aquela oportunidade e falei assim, isso está me desafiando de uma forma que há muito tempo eu não me sinto tão desafiada. Então, todos os outros motivadores tiveram impacto, sem dúvida, em algum nível. Como eu falei, é importante a gente conseguir ordenar, mas eu tenho consciência de que o primeiro era a maestria. Então, é muito legal a gente parar para pensar e nessa segunda etapa, esse é o primeiro grande contexto sair da empresa que você está ou para você ficar nessa oportunidade e declinar essa proposta. Vamos pensar então nessa próxima ordenação.