Uma reflexão filosófica usando como exemplo o Rei Salomão de Eclesiastes, sem intuito de denegrir, nem enaltecer religião alguma.
Independentemente de você ser religioso ou não, ideias contidas nesse capítulo da Bíblia irão fazer você pensar longe, e refletir sobre coisas as quais talvez nem imaginasse. A trajetória do Rei Salomão é o que nos interessa analisar aqui.
Por um determinado tempo de sua vida, seu sentido era em direção ao poder, era trabalhar muito e crescer. Mas com o passar do tempo, ele percebia que quando consolidava mais ainda seu poder, quando obtinha suas conquistas, o final era interessante, mas não o proporcionava felicidade. Também começou a analisar que o tempo que passava trabalhando, era muito maior do que o tempo que aproveitava as suas conquistas.
Chegou ao ponto onde ele decidiu que não queria mais investir tanto do seu tempo em trabalho, mas sim, em aproveitar sua vida e acabou por esbanjar muito de tudo que conquistou, obtendo sim muitos prazeres, mas novamente, não a felicidade. Assim surgiu uma nova reflexão, da qual ele reconhece que teve tudo que todo homem deseja ter, mas que isso não era o caminho.
Em uma terceira etapa de sua vida, agora em busca de conhecimento, para entender o que realmente era a felicidade e como poderia vivê-la, acaba por também concluir que nunca poderia saber tudo e que quanto mais soubesse, mais conheceria o lado ruim do mundo e mais infelicidade teria.
A reflexão que chegamos aqui é de que, o mais importante é compreender os lados da moeda e saber que não se deve alocar o sentido da sua vida na busca de algo e nem na falta total de propósito, pois tudo isso se torna sem sentido quando você acredita que vai encontrar algo no final.
É preciso saber dosar seus lados, trabalhar em todas as faces da sua vida como um todo, e usar esse conhecimento e habilidade em prol de seu meio. É isso que estamos fazendo aqui.