Sobre armazenamento, eu acabei falando do armazenamento lá na barriga, que também é um modelo de armazenamento, não sei se todo mundo escutou falar, quando eu não tenho a controladora do disco atrelada à máquina virtual, ele está tudo lá entuchado de uma forma só, ele também acelera esse IOPS. A gente precisa entender que quando eu falo que armazenar é barato, o disco é barato e a consulta sempre vai ser mais cara. Por que isso, Wesley? Por que a consulta é sempre mais cara? Não me deixa sozinho, não. Fica aqui comigo, porque você é meu ajudante de pau. Vamos nessa, vamos nessa. Por que consultar é caro? Por quê? E como a gente consegue ver isso? Você usa lá o seu cloud provider, né? Vamos fingir que é Google, porque eu sei que não é. Vamos fingir que é Google. Beleza? Aí você está usando seu cloud provider. Aí você vai falar, cara, para armazenar aqui é barato, um tera de disco é barato. Só que o data transfer out, ele é extremamente caro. O que é o data transfer out? É tirar esse dado fora da minha rede, ele é extremamente caro. Quando ele é inter-rede, inter-região, ele é cada vez mais caro. Dentro da mesma região, ele é barato. Mas quanto mais eu aumento o throughput do meu disco, para eu ter uma resposta de consulta mais rápida, eu faço uma aposta com vocês. Pode consultar no provider. É mais caro. Então, o armazenamento é muito barato. E o tempo de resposta é muito caro. E por que é isso? Tem uma mágica disso, né? Porque hoje nem o ser humano está pronto para esperar. Ninguém quer esperar nada. O seu negócio não pode esperar. Alguns negócios que a gente vai desenhar aqui, se a gente desenhar uma solução que demora dois milissegundos para trazer para você ali, ou dois segundos para o usuário final ali na tela, ele já está chiando. Uma operação de bolsa de valores, por exemplo. Uma operação de bolsa de valores, onde a gente tem aí empresas aí, igual aí que eu tenho lá o Status Invest, Traders Club, Investidor 10, esses softwares que sempre estão me trazendo dados em tempo real do valor da bolsa, um BMG, que eu tenho lá uma operação de compra e venda de ação, que eu preciso ter meu dado muito rápido consultado, cara, lógico, eu preciso entender isso, eu preciso entender essas limitações, certo? Tá ok? Então isso é importante. Então o throughput vai me determinar o tempo de resposta que eu vou varrer em unidade de armazenamento completo. Faz sentido? Faz sentido. Basicamente o que você está me dizendo é, apesar de, para guardar esses dados ser barato toda vez que eu vou consultar eu vou receber uma requisição, vou ter que bater o banco de dados vai ter que se virar dependendo do banco de dados, eu vou ter que pegar esse dado, esse dado vai trafegar na rede e no momento que isso está acontecendo, eu estou pagando o transfer out, eu estou pagando o disco, eu estou pagando o tipo de disco, dependendo da situação, e no final das contas, esse acesso, quando você soma uma grande quantidade, você pagou muito grande por conta de uma única consulta. Basicamente isso, né, Fernando? Exato. Tanto que eu vejo clientes falando assim para mim, cara, eu vou usar o armazenamento mais próximo do freezing. Então, a gente vai lá de armazenamento frequente para infrequente e congelado. Hoje, por exemplo, isso para assets. Aí você fala, cara, aí você vê a pessoa levando a arquitetura incorreta, leva o meu dado que não deveria ter acesso frequente, só que você pode verificar a consulta no acesso menos frequente, ela tem o valor mais caro então eu conheço um cara aqui no Brasil que ele tem um a gente foi avaliar a arquitetura dele olha que legal a arquitetura dele, o system legal. A arquitetura dele, o sistema de design da aplicação dele. E esse cara tira foto. Ele tem 30 mil câmeras no Brasil, Wesley. Ele está filmando 24 horas do dia, ruas, no Brasil inteiro. E aí ele transforma essa imagem, esse vídeo, em várias imagens. Então, para ele, armazenar era muito barato, mas quando você precisava fazer a rota, reproduzir rota, o custo começava a se tornar em escala. Aí ele entregava isso, por exemplo, para os departamentos de trânsito, para a polícia e não tinha como falar, olha, consulte com precaução, porque é caro. Não, amigo, a partir do momento que você deu para o usuário, vamos consultar. Você entendeu? Então, a consulta é cara. Para vocês terem uma ideia, eu fui fazer uma consulta, eu estava pensando aqui sobre esse tema e fui consultar um disco que eu queria que depois vocês consultassem. Ele é um Fujitsu de 1990, Wesley. Certo? Não era nem nascido. Era sim, pô. Não sou tão novo assim. No Fujitsu 1990, cara, você vai achar um disco lá de 1 giga, ele tinha um output aproximado de 4.8 megabits por segundo. Eu consultei isso na internet. Achei esse cara aí. Você pode achar depois esse cara. Falei, cara, tinha esse throughput? Tinha. Aí eu fiz um cálculo, né? Falei, cara, bem, se ele tem esse throughput para esse tamanho de disco, quanto tempo ele demora para eu varrer esse disco inteiro? É simples, né, o cálculo é simples, faria essa divisão e ele vai me dar aproximadamente, fazendo redondo de cabeça, ele vai me dar que ele demoraria aí, o tempo para ler isso seria uma média de 200 segundos por mega. Cara, é pouco. Presta Cara, é pouco. Presta atenção. É pouco. Não, para a época era satisfatório. Era um giga. Aí o que aconteceu? Começou a acontecer, a unidade de armazenamento começou a aumentar. Aí eu achei depois um da Westner, que eu comprei na minha casa. Lá quando eu tinha um PC 486, era essa unidade. Esse Wefner, eu achei aqui em casa, esse cara, ele era de 2005, beleza? Ele tinha 160 gigas. Quanto que era o throughput que ele via na época? O throughput que ele via na época era de 126 megabytes por segundo. Ou seja, cara, lia rápido, mas tem que levar em consideração que quanto mais o armazenamento aumentava, mais o tempo para eu varrer o disco inteiro era difícil. Então, para eu ler toda a informação que estava ali era difícil. E aí, o que acontece? A gente começou a ver que a gente começou a aumentar muito o poder de armazenamento, a capacidade, por isso que eu falei, armazenamento se tornou barato, porque a capacidade começou a evoluir muito, mas o throughput não cresceu na mesma velocidade. Se eu pego um disco de 2015, qualquer aí um HGTS, por exemplo, vamos falar 2015, com 8 mil gigTS, por exemplo, vamos falar 2015, com 8 mil gigas, ou seja, cara, 8 mil 8 teras, 8 mil gigas, 8 mil vezes mais do que o primeiro exemplo que eu estou dando aqui. Sabe para quanto que ia de throughput? Para 205 throughputs. Ou seja, a gente não aumentou de forma satisfatória. O armazenamento aumentou muito, mas o throughput não aumentou na mesma proporção. Então, significa que aqui, eu não vou fazer o cálculo, mas aqui, com certeza, o XPTO aqui, a leitura, o tempo de leitura vai ser altíssimo. E aí, a gente começou a ver em on-premise algumas soluções de armazenamento baseadas em RAID, onde eu tinha discos, às vezes, com capacidade muito baixa, com throughput menor do que esse para um 8 teras, mas que ele, no total, me dava um tempo de leitura completa do cluster muito mais rápido do que um disco atual. Que loucura. E acaba sendo, dependendo da situação, muito mais inteligente usar. Porém, você tem que ter previsibilidade, né? Você tem que ter previsibilidade. Eu conversei com uma empresa no Sul que os caras têm um EAD online. Esses caras têm mais de 40 cursos EADs. Não posso falar o nome deles aqui. E são fantásticos. Só que esse cara, a quantidade de IOPS que ele tinha no primacy, a gente não conseguia encontrar na nuvem. Não tinha uma unidade de armazenamento na nuvem para bater isso. Vocês estão entendendo? Então, o armazenamento, ele é uma premissa muito importante. E olha o que eu estou falando. Estou falando para um cenário que o cara faz vídeo aula, igual o Wesley. Ele tem lá os conteúdos dele todos armazenados. O throughput, para mim, é uma função importantíssima para o usuário final. Eu, da resposta satisfatória, é importantíssimo. O armazenamento, às vezes, é mais caro do que a VM. Olha o absurdo. Então, empresas que gastam mais de armazenamento do que máquina virtual. Ou seja, o processamento é muito barato. O armazenamento, de fato, a consulta, desculpa, é cara. Vou me corrigir para eu não falar. Para não falar errado. Então, isso é importante. Cara, mas hoje isso mudou um pouco, né, Wesley? Mudou. Por quê? Porque hoje eu vou lá e simples, eu vou lá e meto um SSD ali e estou resolvendo o meu problema, certo? Ou seja, eu uso lá um disco persistido, um disco persistido, por exemplo, do GCP, né? Mas a gente tem que entender que esse disco persistido vai ser mais caro, esse disco SSD vai ser mais caro na solução na nuvem. É um item relevante que eu trago à mesa e normalmente as pessoas acabam transferindo para a unidade de armazenamento a responsabilidade de encontrar um IOPS quando faz parte do todo. Ele pode ajudar e ajuda demais, mas se a gente só transferir para o armazenamento, eu posso ficar vítima do custo. Então, é isso que é o cuidado que eu tenho que ter. Se eu transferir, buscar o tempo de resposta e simplesmente aumentar o storage, igual muita gente faz, acaba acontecendo que eu estou ficando vítima daquilo, quando todo deveria contribuir. Faz sentido? Perfeito. Certo. Então, isso é bem interessante. Só que na SSD a gente acaba resolvendo um problema muito latente no armazenamento, que é o problema de leitura, que todo mundo tem hoje aí, leitura. Faz uma baita diferença no final do dia, né? No final faz, a gente sabe que faz, que é importante, mas ele não pode ser o único fator decisor para você conseguir falar, meu problema com armazenamento está resolvido, né? É, meu problema com IOPs, com velocidade está resolvido, eu vou jogar ali, igual já vi muita gente fazer, vou jogar meu container num disco gigantesco, porque o throughput que ele vai dar é altíssimo, cara, mas eu transferi um programa do software que está armazenado e desenvolvido de forma incorreta vou tentar tirar isso no disco mas a gente tem que lembrar que a leitura intensa normalmente o SSD sozinho não vai conseguir corrigir, o armazenamento sozinho não vai corrigir, e a gente acaba tendo clusters de disco e formas de armazenagem distintas para poder buscar a leitura intensa. Então, quando a gente trata design de aplicativo, de soluções corporativas, enterprise, onde eu tenho leitura intensa, eu tenho que tomar um baita cuidado. Para deixar aqui bem claro, leitura intensa tem que ter um cuidado especial. E aí a gente acaba tendo clusters de armazenamento para dar uma resposta mais satisfatória. Exemplo, quanta gente você não usa o cluster? Deu uma cortadinha, Fernando. Você pode repetir? Quantas pessoas você não vê utilizando soluções como, por exemplo, o cluster FS para dar respostas a consultas intensas. Porque simplesmente a unidade por si só de armazenamento ser SSD não resolve o problema. Certo? Perfeito. Então, para mim isso é uma consideração importantíssima quando eu estou lá desenhando. E a gente vê lá, ah, não, mas eu tenho uma unidade de SSD. Cara, tem que tomar um cuidado, tá?