O foco dessa aula é entendermos os principais fatores da humanidade que fizeram a masculinidade ser construída.

Vimos que isso veio de Roma na Grécia antiga, onde se tinha um ideal a seguir, onde esse ideal era o Deus grego Apolo.

O Deus Apolo era uma representação de disciplina, de força, assertividade, de vigor e de poder. Então a representação que era feita desse Deus, devido a todas essas características que havia em cima dele, era como um homem forte, musculoso, que exalava vigor físico. A representação de diversos Deuses em estátuas era dessa forma.

Também havia a representação de mulheres em estátuas, onde elas tinham formas mais arredondadas, com quadril mais largo, uma representação mais ligada a reprodução, sexualidade.

Entendemos que sempre existiu uma associação da força como algo bom, vista como uma virtude e da fraqueza como algo ruim, um vício.

No século XIX, existiu o período Vitoriano, que deu origem ao que hoje conhecemos como masculinidade vitoriana. Entendemos que nessa época não havia ideologias de gênero, e a masculinidade também era atrelada a representação da masculinidade, tinham muito orgulho de serem homens.

Vimos que esse período Vitoriano, era meio machista, onde a mulher era vista como o contrário do homem, não era visto como um gênero, porque todo o ideal de força era tão atrelado ao homem, que o outro lado, o feminino, era associado a fraqueza.

Então quanto mais distante do ideal feminino, mais masculino e forte era o homem.

Hoje há uma grande diferença entre homens e mulheres, ambos estão relacionados a força, mas em aspectos diferentes.

No período vitoriano, existia muitos adornos que favoreciam a impressão de masculinidade.

Vimos que dentro do campo físico, tinha-se muita atenção no corpo do homem, no vigor físico, buscavam ter um corpo semelhante ao de um atleta. Eles também prestavam atenção na forma de andar, na forma de se comunicar, a beleza também contava, ter bigode, não ser careca. No sentido de vestimentas, a elegância era um fator muito importante, pois demostrava riqueza, os cortes das roupas eram retos e grande parte com cores escuras.

Entendemos que nessa época, a masculinidade era trabalhada, existia uma cultura que dizia que o homem precisava ser forte, tanto física como emocionalmente. Existiam também atividades que os homens não podiam executar.

Era obrigatório que o homem praticasse alguma atividade física que o colocasse em situação de competição, como as lutas.

Vimos que existia uma associação da masculinidade, com o quanto o homem teria potencial de ter várias mulheres, ter amantes, ou seja, essa visão de mulher como troféu já era algo tóxico, e é até hoje.

Então entendemos que a consequência dessa masculinidade ser associada a força, é tanto positiva, quanto negativa.

Vimos que ao longo da história, existia essa associação da masculinidade com força, virilidade e ausência de medo, que existe até hoje, porém ocorrem ramificações que são explicadas no decorrer das aulas posteriores.