Um dos argumentos mais usados para defender a poligamia, é de que isso é algo natural e instintivo do ser humano. O que vamos analisar nesta aula, é até que ponto levar nossa vida de forma instintiva, natural, é benéfica para nós mesmos e para a sociedade em geral. Uma vida baseada na natureza, é aplicável ainda hoje em dia? E essa natureza dos homens poligâmicos, realmente existiu?
Um bom ponto de partida, para entender como se pode construir e viver um bom relacionamento, é entender a natureza de um relacionamento, a natureza dos indivíduos que o compõem, psicológica e biologicamente.
Analisando pragmaticamente e ontologicamente os relacionamentos, a verdadeira natureza humana, perceberemos que a finalidade de um relacionamento será sempre reprodução e sobrevivência.
Você que é homem e tem uma namorada, passe a perceber como seu instinto natural sempre o leva a fazer determinadas coisas em diversas situações do cotidiano, como por exemplo, caminhar na calçada sempre do lado da rua, sentar em lugares onde você tem visão do todo e dormir sempre mais perto da porta do quarto... todas essas pequenas situações, não são de sua escolha, são naturais e instintivas, a natureza coordena isso em você, com o objetivo de te fazer o protetor da família, ou no caso do exemplo, da sua namorada.
É totalmente notável que os homens de hoje em dia estão perdendo um pouco desse instinto, perdendo significativamente seu desejo e suas habilidades para ser um genuíno protetor, pois a cultura atual e suas influências, alteram bastante o comportamento das pessoas.
Voltando aos primórdios, tínhamos os homens na maior parte de sua vida sendo nômades, buscando lugares para caçar e conseguir seu alimento, o que fazia sua vida ser muito vulnerável e curta. Com o passar do tempo, quando percebeu que plantar era mais cômodo e construir um lugar onde tivesse mais pessoas por perto, traria mais segurança e longevidade, se iniciam então os relacionamentos monogâmicos, onde sua mulher criava o filho e onde cada um tinha uma função na comunidade/tribo, sua potência sexual era usada para reproduzir e aumentar sua espécie e a sua possibilidade de sobrevivência.
Dizer então que poligamia é da natureza do homem, é algo totalmente infundado, nada mais é do que uma desculpa de alguém que nunca estudou sobre o assunto, para justificar uma cultura de putaria por conta das mulheres, ou para justificar uma vida de execução de sua maior potência, que é transar. Essa potência um dia acabará, o sexo não será mais o desejo instintivo mais forte e o resultado será um final de vida solitário, triste e doente.
Algo que não podemos fugir é a velhice e as doenças a acompanham, então se não tiver uma família para cuidar e dar suporte, o fim dessa pessoa será no mínimo, um desastre.