Beleza, vamos falar um pouco mais sobre Chaos Engineering. Bom, Chaos Engineering é uma prática que visa testar a resiliência de sistemas distribuídos sobre condições adversas e inesperadas. O objetivo é expor falhas de sistemas de forma controlada, permitindo que as equipes de engenharia identifiquem e corrijam vulnerabilidades antes que elas afetem os usuários finais. Essa abordagem ajuda as equipes a construir sistemas mais robustos e confiáveis. A origem do Chaos Engineering remonta à Netflix, que introduziu a prática no início dos anos de 2010. A equipe de engenharia da Netflix desenvolveu uma ferramenta Chaos Monkey para introduzir aleatoriamente falhas em seus sistemas de produção para garantir que seus sistemas fossem resilientes o suficiente para lidar com falhas inesperadas. Bom, a gente tem diversas ferramentas que podem nos auxiliar nesse tipo de pilar, nesse tipo de Chaos aqui, de teste de chaos. A mais famosa delas aí é o Chaos Engineering, que é uma ferramenta de código aberto. A gente pode se apoiar também em algumas ferramentas para nos auxiliar nesse tipo de chaos engineering, como o próprio Chaos Monkey, que é uma ferramenta de código aberto, o Gremlin, que tem uma variedade de testes de resiliência para sistemas distribuídos, incluindo ataques de interrupção de rede, injeção de falhas em servidores, containers, a gente tem o ChaosMesh também, que é uma ferramenta que a gente consegue utilizar em clusters Kubernetes. Ele também faz diversos tipos de experimentos, como injetar falhas ou latência, ou colocar algum componente intermitente, por exemplo, na comunicação de rede entre componentes. Então, existem várias ferramentas aí que conseguem nos auxiliar. Bom e quais são os princípios do Chaos Engineering? A primeira coisa é planejar, então decida o que você quer testar e como vai fazer isso. O objetivo aqui é criar uma hipótese, o que poderia dar errado em um sistema, quais são as possíveis vulnerabilidades que podem ser exploradas? Faça os experimentos. Injete falhas no sistema e veja como ele reage. A injeção de falhas é simplesmente o processo de introduzir um problema em um sistema existente para expor uma vulnerabilidade. A análise, então use os dados dos seus experimentos para identificar possíveis pontos de falha e a mitigação. Se encontrar algum problema, você pode encerrar o experimento para se concentrar e atenuá-lo. Caso contrário, você pode dimensionar o experimento até chegar ao ponto crucial do problema. Bom, alguns tipos de experimento que a gente pode fazer. A gente pode simular, por exemplo, falha entre as vezes, falha entre componentes como clusters, falha entre rede, injetar algum problema ali, por exemplo, a nível de security group e fazer com que algum serviço não se comunique da melhor forma com o outro. Um exemplo de Chaos Engineering seria introduzir de forma aleatória falhas em nós, de servidores, e interromper a comunicação de rede entre eles, para que a gente tenha um aumento na latência das requisições que estão chegando para esse sistema e a gente fazer ali a observação de como que o sistema responde, quais são as condições adversas e identificar as áreas de fraqueza que podem ser fortalecidas para garantir a resiliência do sistema como um todo.