Bom pessoal, um tempo atrás eu fui fazer um curso, um curso de gestão e estratégia de empresas. E nesse curso eu tive a oportunidade de ser mentorado diretamente pelo Bernardo Carneiro. Para você que não sabe, o Bernardo Carneiro faz parte da fundação da Stone, da Stone Pagamentos, que tem a maquininha é dona do pagar me e tem fez fusão com a links então assim é uma empresa absurdamente gigante tá listada na bolsa e tudo mais tá então realmente é uma empresa que deu certo agora o que poucas pessoas sabem é a estratégia que a Stone teve para que ela chegasse aonde ela chegou hoje. Eu acho que uma das coisas mais complexas no momento que você está criando um negócio é fazer com que o início desse negócio tenha um impacto forte e que a sua concorrência nem perceba de onde você está vindo, tá? Eu vou contar essa história aqui baseado no que o Bernardo me contou, tá? Eu não sei se você sabe, mas acredito que sim. Um dos mercados extremamente concorridos e que a gente tem como se fosse quase que um monopólio, né? Nos dias de hoje são aquelas benditas maquininhas de cartão. A gente tem a rede, a gente tem bastante maquininhas, inclusive a Stone hoje em dia. Qual que é a ideia? A ideia da Stone era conseguir fornecer, né, a melhor experiência pros seus clientes. A ideia da Stone era ser parceira, né, e a ideia ainda é, dos empreendedores. Pessoas que estão em diversos lugares do país e que precisam fazer o quê? Ter uma forma de pagamento. O que eles fizeram naquela época? Eles começaram a ir para cidades do interior e eles começaram a perceber que grande parte dos estabelecimentos não tinham maquininhas para fazer cobrança no cartão. E as empresas que precisavam, que tinham essa maquininha, eles passaram por um processo extremamente difícil. Como era esse processo? Você tinha que agendar uma consulta, se não me engano, no banco e num banco assinar um monte de papel depois disso, de dois meses eles iam mandar a maquininha depois ia ter que ter uma pessoa lá pra ativar a maquininha resumindo, às vezes você queria uma maquininha e demorava três meses pra uma maquininha estar no seu estabelecimento lotado de burocracia e isso aí era uma dor muito grande das pessoas, né? Agora, assim, quantos concorrentes existiam, né? Quantas empresas que faziam isso naquele momento? Pouquíssimas. Então, o comerciante, né, o empresário, ele não tinha pra onde correr. Ou era as suas opções, ou era passar por tudo isso tá ou simplesmente não tinha aquela opção baseado nessa dor a Stone ela resolveu fazer algo uma sacada extremamente fantástica primeira coisa ela resolveu criar sua própria maquininha. E ela queria que a experiência dessa maquininha, tá? Desse processo com o empreendedor, com o empresário, fosse um processo extremamente rápido, simples, sem nenhum problema. Então o que eles começaram a fazer? Eles começaram a colocar agentes, né? Em todas as cidades eles começaram, se eu não me engano, lá pro lado do interior, né? Eles eram os caipiras do interior tentando vender maquininha e concorrer sei lá, com o Itaú da vida, né? Olha só que loucura. Você acha que, sei lá, o Itaú naquela época ia estar preocupado com uma maquininha verde que estavam vendendo lá no interior? Provavelmente eu acho que não, né? Então o que acontece? Eles faziam alguns pontos diferentes, sabe o quê? Eles chegavam no estabelecimento e no estabelecimento eles falavam, olá, seu Zé, tudo bom? Queria saber se você queria ter a maquininha. Poxa, eu estou tentando, super trabalho. Então vamos fazer a maquininha aqui com a gente. Como é que funciona? Espera um pouquinho. Qual que é o seu cadastro? Preenche os nomes, preenche o dado da pessoa, os dados da empresa. Daí o cara falou, e agora? Quanto tempo vai demorar? Daí o agente falava assim, como assim quanto tempo? Olha isso aqui, tá vendo? Isso aqui já é o seu código da Stone. Eu tô configurando a maquininha aqui para você e pronto. Eu vou fazer ainda a questão de fazer a primeira compra na sua maquininha. Aí a pessoa, o vendedor ali que estava entregando a maquininha, comprava alguma coisa na loja, botava para fazer o pagamento. E o senhor, o empresário, o tio lá da padaria, os comerciantes falavam, caraca, foi muito rápido, você veio aqui, botou uma maquininha para rodar e ainda virou meu cliente. Galera, olha que experiência fantástica. Eles não estavam inovando, criando mais uma maquininha. Eles estavam inovando a forma de distribuição e a fidelização do cliente enquanto muitos clientes estavam bravos com alguns bancos porque demoravam pela maquininha eles tinham pessoas que além de instalar uma queria na hora viravam o seu cliente olha que parada simbólica naquele momento o agente a perguntava meu você não tem mais alguém aí para me indicar que tá precisando o cara já ligava fala assim olha vai para lá que esse cara já vai instalar maquininha por muito pouquíssimo tempo ele já tinha 200 300 400 500 600 pessoas fazendo isso de tudo quanto é jeito. Galera, a Stone, ela formou um movimento. Um movimento que ela se posicionou como? Ela é amiga do empresário. É aquela empresa que quer estar junto com a pessoa. Tanto que hoje, o que a Stone faz? Além de prover maquininha, ela quer ajudar o comerciante o dono de negócio a melhorar o negócio a gerir melhor o negócio com softwares com soluções e com um monte de coisa então se você pensar a Stone ela pensou né o pensando no cliente como ponto principal dela ela não pensou na solução fazendo com que o cliente fosse até ela. Ela foi direto ali no cliente. Quando esses bancos começaram a perceber a velocidade que a Stone cresceu, já era tarde. A Stone pegou uma baita fatia do mercado. E a partir daí ela só cresceu. Elas partiram de 200 pra 2 mil funcionários, pra 4 mil funcionários. Eu acho que eles estão com 12 mil hoje. Pessoal, quando o Bernardo falou isso pra mim, cara, eu fiquei pensando em muita coisa, né? Obviamente eu fiquei de boca aberta. E a primeira pergunta que eu fui pra ele é, cara, como que você conseguiu escalar tão rapidamente isso? E ele falou em algo muito importante. E isso aí é o que eu tento levar até hoje aqui na empresa. Ele falou que pra você conseguir fazer isso, que pra você tá, conseguir fazer isso, você tem que ter uma cultura muito forte dentro da organização onde todos estejam alinhados com esses valores que a empresa tem então, o valor da Stone, hoje ainda é centrada no cliente, não importa qual é o tipo de coisa que ela vai fazer. O cliente vem em primeiro lugar. É claro, pessoal, a Estônia é perfeita? Não. Provavelmente tem cliente insatisfeito com ela por algum motivo? Obviamente. Mas o grande ponto é a intencionalidade que a empresa tem em relação a fazer esses tipos de coisa. Então, pessoal, esse é um exemplo claro de inovação. A maquininha cobra do mesmo jeito. Agora, a forma de distribuição mudou completamente a história. E naquele momento, parecia Davi contra Golias. O Golias nem viu a pedra vindo. Davi contra Golias. Golias nem viu a pedra vindo. A Stone cresceu tão rápido que quando os bancos começaram a perceber, eles não iam ter gente o suficiente para distribuir maquininhas. Ou eles iam fazer o quê? Fazer com que os gerentes do banco saíssem na rua e fossem tentar vender maquininha, a Stony tinha criado uma rede, uma capilaridade gigante nas principais cidades do Brasil, fazendo com que todo mundo ficasse com a maquininha verdinha. Então essa pegada é muito interessante. A Stony tem um manual de cultura, a forma como ela vê o cliente muito forte. Eu vou deixar disponibilizado para vocês o link para que você consiga entender como que a Stone cresceu dessa forma. E eu acho que é um case muito bacana. É um case que dá muito orgulho de ver aquela história. Às vezes a gente pensa que tem gente muito maior que você, mas a grande sacada é o seguinte, quanto maior a pessoa é, mais espaço você tem pra comer o market share dela. O Steve Jobs, ele tinha uma frase bem comum, galera. A frase dele era o seguinte, é mais legal ser um pirata do que se juntar à marinha. A marinha tem todos os processos, tá todo mundo engessado, todo mundo com a sua regrinha, as coisas são difíceis de mudar. Já o pirata não, ele não tem regra. Ele faz pra parada dar certo o mais rápido possível. Ele faz a regra na hora. Então, olha que interessante essa frase do Steve Jobs. É mais bacana você ser um pirata do que se juntar à marinha. E você? Vai se tornar um pirata ou quer ficar aí na marinha? Se você quer ficar na marinha, você pode, mas tem que ser o capitão. Fechou? Vamos nessa.